O Estado de S. Paulo
29/03/1989

Este foi o primeiro artigo de
alerta ao consumidor publicado
por um grande veículo. Veja a
data de publicação e como o
artigo ainda é atual.

Como escolher curso de inglês

por Paulo P Sanchez*


Um curso adequado de inglês é sempre um passaporte para todo executivo que busca altos vôos, em qualquer ramo de negócios. Só que quando quer aprender ou melhorar seu inglês ele vai ao mercado e constata: há de tudo!

Há escolas pouco sérias, há outras paradas no tempo e há as que se apoiam apenas na tradição. Há escolas populares, sofisticadas, caras, enfim, há escolas para todos os gostos. O problema é que muitas delas (grandes, médias ou pequenas) proliferam oferecendo serviços com padrão de qualidade enganoso. O que fazer contra isso? Como não ser enganado?

Em geral, o executivo não tem como pesquisar todas as alternativas. Ele se contenta, seja com a escola mais cara por achar equivocadamente que é a melhor, seja com a escola da moda, porque todo mundo que ele conhece estuda lá. Isso quando não opta, simplesmente, pela mais próxima ou pelo equivocado conceito de tradição. Mas como fazer com que todas as boas possibilidades cheguem ao executivo, a fim de que ele realmente escolha bem? É evidente que, se ele próprio não se ajudar, este processo de escolha consciente será mais demorado. Mas é de responsabilidade das próprias escolas criar mecanismos que concorram para educar o historicamente deseducado consumidor brasileiro. É delas, também, o papel de alertá-lo para fatores como qualidade e custo/benefício, por exemplo. Assim, o primeiro passo é compreender que muitas escolas de renome e tradição estão hoje oferecendo péssimos serviços, em conseqüência do número excessivo de alunos em sala de aula.

O primeiro passo, portanto, é nunca se esquecer de que um curso de inglês com mais de cinco alunos numa mesma sala de aula passa a estar sujeito a ter sua qualidade comprometida, por melhores que sejam os professores. Então, o segredo está em localizar aquelas escolas grandes, médias ou pequenas que têm a preocupação de sacrificar parte de seus lucros oferecendo cursos de bom nível a grupos reduzidos de alunos, com o objetivo de preservar a qualidade.

Assim, há todo um trâmite necessário para o executivo não errar: 1- ao procurar o curso de inglês, ele deve vê-lo como investimento e não como despesa; 2- os cursos de curta e média duração só são eficazes se forem dados em grupos reduzidos de alunos (daí serem necessariamente mais caros) e de forma personalizada (o contrário não funciona); 3- uma boa pesquisa é sempre, como tudo na vida, o melhor itinerário quando se buscam bons resultados.

* Paulo P. Sanchez é sócio fundador da BRIDGE® Inglês Personalizado e consultor diretor do Projeto BIRD de consultoria & gestão estratégica em idiomas